Evitando deslizes em feedback negativo

Neste artigo listamos algumas situações comuns em momentos de feedback difíceis, que quando bem conduzidas tornam-se oportunidades de crescimento para o líder e liderado.

Ser receptivo e flexível. Será que líderes pensam nisso ao se preparar para dar um feedback com más notícias? Pois, segundo o acadêmico e executivo francês, Jean-François Manzoni, em seu artigo “Uma maneira melhor de dar más notícias”, este é um dos grandes deslizes de gestores neste momento.

Não compartilhar o problema, restringir pontos de vista, aplicar a mentalidade do “vencer ou perder” são algumas das coisas que mais acontecem e atrapalham um feedback.

No fundo o que deveria ser uma via de mão dupla, acaba sendo um processo pesado e prejudicial para o líder e o liderado. Por isso, hoje nosso papo é sobre como, através dos estudos de François, você pode identificar pontos de melhoria e suavizar este momento, fazendo dele uma oportunidade de crescimento.


Será que o que estou vendo é isso mesmo?

Restringir pontos de vista é uma das atitudes que mais impactam em um feedback. Facilmente atribuímos uma situação a uma característica da pessoa e não às condições que a cercam. Ex:. “Fulano é assim porque é controlador”, “Ciclano é assim porque é desatento ou confuso”.

Somado a isso, também vem a falsa sensação de que os outros também enxergam aquela pessoa como você, o que o autor aponta como falso consenso. Um pré-julgamento pode levar a injustiças, queda de performance ou mesmo a perda daquele talento.


Situações comuns em um momento de feedback

Ao chegar em um 1:1 repleto de convicções, você entra no que Jean chama de “Enquadrando o feedback” e, a partir daí, é muito fácil a conversa entrar em modo defensivo. É comum, ao nos depararmos com um momento de decisão, o olhar se tornar estreito sobre aquele cenário e isso limitar as dimensões positivas que poderiam resultar a partir dali.

Por parte dos liderados, também é igualmente comum que eles entrem na defensiva em relação ao seu próprio trabalho ou, por outro lado, inflem suas percepções, tornando ainda mais nublada a leitura da situação.

A partir disso, ambos emplacam um modo de paralisação, inação, já que suas concepções estão pré-definidas e nenhuma das partes ouvir o que está sendo dito, muito também pela postura binária comumente aplicada nestes momentos, que é vencer ou perder aquela discussão.

Ao invés de ceder, como uma das partes acaba fazendo quando percebe o clima tenso, o autor sugere que se pense amplamente, levante-se os lados positivos e negativos da situação que o colaborador está inserido. Nem sempre tudo ali é negativo, então o caminho é tentar aproveitar o que for bom e lidar com o que for ruim propondo ações mais amplas do que manter ou retirar seu liderado de determinado projeto, por exemplo.

Segundo, Jean-François, há um tipo de comportamento que deve ser evitado pelas lideranças em feedbacks que ele chama de “comendo pelas beiradas”. O que isso quer dizer? Para evitar conflitos, aquele gestor ou gestora induz o liderado a fazer o que ele quer.

Além de não ser direto, dividir informações e romper com as relações de confiança, muitas vezes o problema permanece e se porventura tiver sucesso, o mesmo é momentâneo.


Líder, lembre-se

    • Você é a principal ferramenta para o desenvolvimento do liderado.
    • Seja sincero mas não falhe com a gentileza.
    • Não dependa apenas da sua experiência. Use dados e evidências!
    • Explore os problemas através de outras perspectivas.
    • Avalie fatores externos, acredite, nem sempre é proposital.
    • Evite presumir que todos pensam como você.
    • Mostre que pode ser confiável, bom ouvinte, justo e que tem boas intenções.
    • Prepare-se!


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